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A Paciência é Melhor

 

Você já percebeu que, em se tratando de paciência, muitas pessoas dizem que a perdem com facilidade ou que nunca tiveram? Pois bem, através do Espiritismo aprendemos que essas duas situações são, na verdade, impossíveis, pois a paciência é uma virtude, uma qualidade moral e, portanto, pertence ao espírito imortal, nossa realidade, desde quando fomos criados por Deus.

Reconhecemos, então, que o problema está no grau de desenvolvimento da paciência, até porque, e eis aqui outro aprendizado espírita, é equivocada a frase “paciência tem limite”. Não tem.

Precisamos desenvolvê-la mais e mais, mesmo porque é muito melhor resolver as questões com paciência do que com raiva.

Se você é daquelas pessoas que justificam os acessos de raiva com frases como “é que me dá nos nervos”, “sou assim mesmo, pavio curto”, “está no sangue”, “não levo desaforo para casa”, comigo é 8 ou 80 , saiba que agindo assim muitas pessoas encontram até mesmo a morte, retornando para o mundo espiritual em situação lamentável. E mais: acessos de raiva, de fúria, de destempero, acarretam desequilíbrios na saúde física e emocional: hipertensão, ataque cardíaco, depressão e outros males são comuns nas pessoas que não sabem usar de paciência.

Jesus disse-nos que bem-aventurados são os brandos e pacíficos, e ele tem razão, pois não se ganha o famoso reino dos céus no grito, na agressividade, no impulso sem controle.

Somente com paciência, calma, tranquilidade e, claro, operosidade, é que temos uma vida melhor aqui na Terra, preparando bom retorno à realidade após a morte, quando daremos conta do que aqui fizemos.

Lembre-se: a cada um é dado segundo suas obras. Comece a exercitar a paciência em casa, sendo mais tolerante e compreensivo com os familiares, exercendo melhor a cooperação. Estenda isso aos vizinhos, aos colegas de trabalho, aos amigos.

Trabalhe igualmente a fé em Deus, pois nada acontece por acaso, e tire de todas as suas experiências de vida valiosos aprendizados. Você vai perceber que é muito melhor resolver problemas de convivência e outras questões com a paciência, dando tempo ao tempo, do que com a raiva, que só traz consequências negativas para você e para os outros.

 

 

Toda preocupação é válida, desde que ela não nos anule.

 

Partindo desse princípio, como ficamos quando uma dúvida sobre a validade de um trabalho no campo do Bem vem como quem quer por em xeque o benefício do próprio trabalho?

Cabe perguntarmo-nos: até onde essa ideia de não se alcançar o melhor nos levará à inoperância total?

Um amigo me perguntou se eu não achava que “curar na Casa Espírita” não poderia provocar um desvio do essencial, pois, acrescentava ele, “a cada dia vejo mais e mais pessoas procurando os Centros apenas em busca de curas, sem ligar para a reforma moral”?

No prosseguimento do diálogo ele ainda acrescentou: “A verdadeira cura é a do Espírito; portanto, enquanto curamos apenas corpos estaremos fugindo do verdadeiro foco e nunca atingiremos o Espírito”.

Aproveito o ensejo e acrescento o que outro amigo, n’outra oportunidade, me questionou nesse mesmo sentido, aditando minhas respostas a ele: 1 - O que mais interessa para o futuro da Humanidade?

A paz construída na renovação moral ou a busca de recursos que, embora eficientes, nos mantenham na linha da rebeldia?

Minha resposta - A Felicidade! O Espiritismo ensina que isso se alcança por dois caminhos conjugados: desenvolvimento intelecto-moral!

Mas parece que em nosso meio isso é esquecido com facilidade, não achas? -

Não vejo como considerar essas coisas (intelectualidade e moralidade, dentro da linha do progresso) como excludentes ou competitivas entre si, tal como não entendo, por mais que me esforce, saber que alguém que sofre e quer ficar bem tenha isso considerado como rebeldia... 2 - Qual será nosso mais legítimo legado para os que virão ao planeta ainda: o Evangelho restaurado ou uso de outros recursos (no contexto do que discutíamos, ele se referia aos passes)?

Minha resposta - Confesso que não te entendo. Quer mesmo que as coisas (Evangelho e ajuda no campo da cura) sejam excludentes?

Quer que exista um Evangelho sem curas, sem superações, sem vitórias? Por favor, repense essa sua forma... Senão em breve você destituirá Jesus como modelo e guia. Isto posto, tomemos os exemplos de quem os tem a dar. Jesus curou e curou, sem deixar de falar e dar exemplos.

Estaria Ele equivocado? E seus exemplos foram cruciais, tais como: eleger pessoas "incapacitadas" para serem seus primeiros divulgadores; mandar que deixássemos os cegos conduzirem outros cegos e que os mortos enterrassem seus mortos; chamar de hipócritas os que queriam “tentá-lo”... Enfim, Jesus foi intrigante e instigante. E nós, os espíritas? O que temos feito? Seguimos querendo apenas que os Espíritos façam tudo?

Percebamos que se viemos para a Terra nesta encarnação apenas para cuidar do Espírito, então ou o corpo não teria serventia -- e com ele acabaríamos com a encarnação -- ou ele serve, sim, como elo precioso no contexto da vida, do progresso intelecto-moral. Se o corpo é manifestação do Espírito, não cuidar nem querer mantê-lo seria negar ao Espírito o que ele pede e precisa.

Descuidarmo-nos dos instrumentos às nossas mãos seria a uma boa maneira de dizer que eles são bons ou úteis? Claro que não.

Tomemos um médico como exemplo: ele nada questiona sobre moral ou religião de seus pacientes; apenas faz o que deve. Se um desses pacientes “acorda para a vida” por conta da doença e do tratamento recebido, logo ele se habilita a transformações morais.

E, neste caso específico, nem se tratava de uma terapia filosófica ou religiosa; apenas uma “cura” lhe ensejou perceber melhor a Vida, o Universo. Retornando a Jesus: é certo que ele curou muitos e muitos desses curados "votaram" para Ele ir para a cruz. Será que Ele não sabia disso?

Entretanto preferiu acreditar que era preciso deixar o exemplo. O Magnetismo (passes) é mecanismo abençoado e feliz para a saúde e felicidade dos seres humanos. Tanto é verdade que Deus o dispôs a todos; apenas Allan Kardec, por conhecer-lhe os princípios e o alcance, resolveu destaca-lo no seio do Espiritismo.

Com isso ele convidou os espíritas a cuidar e a se cuidar com esse verdadeiro manancial de bênçãos e oportunidades felizes chamado Magnetismo.

E com os benefícios aí recebidos, percebidos, doados ou favorecidos tenho observado muitas, centenas de pessoas se renovarem, agora não apenas no campo físico, mas na profundidade da alma, dando assas ao progresso que seu mundo íntimo descobriu ser realizável e muito feliz.

Voltemos à questão básica: e se alguém busca o magnetismo ou os passes apenas para curar o corpo, não seria isso um desvio dos objetivos dessa ciência? Respondo: não, a ciência não se desvia pelo seu uso indevido; as pessoas que não sabem aproveitar-lhe as oportunidades, sim, essas se desviam, mas nem por isso estarão irremediavelmente perdidas.

E isso confirmam os Espíritos em O Livro dos Espíritos: “Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito.” (questão 258-a). Não tenhamos medo por optarmos por fazer o bem.

Ao contrário, no estudo busquemos as melhores maneiras para fazer o bem bem-feito, realizado com grandiosidade e perseverança, pois os que hoje creem que não se deve tratar dos corpos, amanhã pensarão diferente e já contarão com os avanços dos que decidiram não parar no tempo nem ante argumentos tão anticristãos como os apresentados no início deste artigo.

Por fim, arrematando tudo, torço para que as forças acomodatícias da preguiça não sejam superiores aos nossos esforços no terreno do Bem!